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POEIRA DAS ESTRELAS

  • Foto do escritor: Damiana Rodrigues
    Damiana Rodrigues
  • 25 de jan. de 2021
  • 2 min de leitura
Por Damiana Rodrigues

Uma explosão e muita energia

Formaram-se estrelas e muita poeira

Átomos se uniram pela gravidade

E formaram nosso planeta


Surgiram os mares e as nuvens acima

Formou-se o campo e as coisas vivas

Surgiram os humanos só Deus sabe como

E na Terra deram início às nossas sinas


Foram milhões de anos para evoluir

Cada coisa do seu jeito particular

Surgiram diferentes formas de vida

E para todas havia lugar


Comíamos vegetais, éramos saudáveis

O ar era puro e a água abundante

Éramos inocentes e cooperativistas

Havia equilíbrio e ninguém era errante


Mas quando surgiram as sociedades

Os humanos começaram a dar errado

Foi ganância, egoísmo e violência

Nosso caminho se tornou complicado


Morreu o respeito pelo próximo

Morreu o amor pela natureza

Ignoram-se os valores morais

E na destruição há quem veja beleza


Ganância, amor por juntar recursos

Capitalismo, sim, comunismo jamais!

Se o Estado não interviesse

As desigualdades seriam surreais


Queimadas, garimpo, extração

Tráfico de drogas, cigarros, bebidas

A cada dia um novo problema

Encurta ainda mais nossas vidas


Fascismo, racismo, machismo

É a crença da superioridade

Que matam mais que armas de fogo

Está imunda esta humanidade


Religiões que separam para conquistar

Líderes corruptos, a ética é utopia

Imoralidade sexual, infidelidade

Violência, falsidade e psicopatologia


Há países famosos pelo IDH alto

Outros famosos pelo PIB arrecadado

Mas também os mais corruptos

Mais violentos, mais mal-falados


O momento é de grande tensão

Pandemia, desemprego e ansiedade

Não estamos todos no mesmo barco

Para alguns o barco está furado


Enquanto uns têm a mesa farta

E podem ficar em casa tranquilos

Outros passam frio na rua

E não têm o que dar a seus filhos


E as mulheres que sofrem violência

Estão em suas casas penando

Agressões mais frequentes, risco de morte

Homens brutais se realizando


O desemprego aumentou

O sistema de saúde ruiu

A fome parece mais real

Para quem nunca a sentiu


Estamos mais insensíveis à morte

Porque não podemos velar nossos entes

E cada pessoa que se vai

É um número, não mais uma mente.


O mundo não está acabando

Ele está se reconstruindo

Para entendermos que somos poeira

Como foi desde o início.

 
 
 

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2020. Orgulhosamente criado  e editado por Damiana C.B.O.R. com Wix.com.

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